REDE CAXIAS TV: Um vírus nem sempre foi um vírus e uma piscina nem sempre serviu para nadar. Com o passar dos séculos, as palavras da Língua Portuguesa vão mudando e ganhando novos significados. São como seres vivos — mudam, envelhecem, transformam-se ou acabam por desaparecer. Mas, apesar de muitos significados acabarem perdidos no tempo, a verdade é que a maioria sobrevive corajosamente, passando intacta para a geração seguinte. Para Margarita Correia, professora de Linguística da Faculdade de Letras, este é “um enorme factor de economia”, porque a mesma palavra pode servir “para falar de coisas diferentes”. “No fundo, as palavras da Língua Portuguesa estão sempre disponíveis para serem reutilizadas. Nós só temos as palavras de que precisamos — só inventamos as palavras de que precisamos. Quando não precisamos delas, elas caem em desuso“, salientou a lexicóloga. As mudanças de significado podem ocorrer através de diferentes mecanismos “importantes”, que nem sempre são claros para a maioria dos falantes. Isto porque, raramente “se apercebem da mudança de significado, porque esta não acontece de uma forma rápida. Ocorre lentamente, por vezes no período temporal de várias gerações”, explicou ao Observador João Paulo Silvestre, investigador do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa (CLUL).

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Um vírus nem sempre foi um vírus e uma piscina nem sempre serviu para nadar. Com o passar dos séculos, as palavras da Língua Portuguesa vão mudando e ganhando novos significados. São como seres vivos — mudam, envelhecem, transformam-se ou acabam por desaparecer. Mas, apesar de muitos significados acabarem perdidos no tempo, a verdade é que a maioria sobrevive corajosamente, passando intacta para a geração seguinte. Para Margarita Correia, professora de Linguística da Faculdade de Letras, este é “um enorme factor de economia”, porque a mesma palavra pode servir “para falar de coisas diferentes”. “No fundo, as palavras da Língua Portuguesa estão sempre disponíveis para serem reutilizadas. Nós só temos as palavras de que precisamos — só inventamos as palavras de que precisamos. Quando não precisamos delas, elas caem em desuso“, salientou a lexicóloga. As mudanças de significado podem ocorrer através de diferentes mecanismos “importantes”, que nem sempre são claros para a maioria dos falantes. Isto porque, raramente “se apercebem da mudança de significado, porque esta não acontece de uma forma rápida. Ocorre lentamente, por vezes no período temporal de várias gerações”, explicou ao Observador João Paulo Silvestre, investigador do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa (CLUL).

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