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Fora da Band, PT faz debate paralelo e diz que quer resgatar desenvolvimento com inclusão




Fora da Band, PT faz 'debate paralelo' e diz que quer resgatar desenvolvimento com inclusão Após ficar fora do debate da Band desta quinta-feira (9), o PT fez um "debate paralelo" para defender o plano de governo de Lula, que está preso. A transmissão pelo Facebook foi feita com a presença do candidato a vice-presidente do PT, Fernando Haddad, e com Manuela DÁvila, que será vice na chapa, além de Gleisi Hoffman, presidente do PT, e o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli. Os líderes petistas criticaram a rede Bandeirantes e a Justiça por vetar a ida de Lula ao debate, alegando que esta seria uma maneira de "calar" o pré-candidato que disputa a liderança com Jair Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto. "Querem tirar o Lula da disputa. Ele não quer ser tratado acima da lei, mas também não quer ser tratado como um cidadão abaixo da lei", disse Haddad, que confirmou representar Lula na corrida presidencial. "Infelizmente a Justiça negou [sua presença no debate], mas estamos aqui para enaltecer este esforço e fazer esse programa de governo chegar ao povo." Vice-presidente pelo PT, Haddad também afirmou que vai seguir o cronograma de viagens da candidatura petista ao lado de Manuela D'Ávila. A live se estendeu com o plano de governo do PT. Na economia, por exemplo, Haddad e Gabrielli defenderam a criação de um programa de crédito para ajudar endividados a quitarem a dívida e estimular o consumo, gerando segundo eles, emprego, aumento de renda e desenvolvimento econômico. "Sem inclusão, não haverá desenvolvimento sustentável. Sempre acreditamos no mercado de consumo de massas, quanto mais consumo, mais a economia vai girar", disse Haddad, sempre lembrando que estas são ideias de Lula. De olho no debate da Band, os petistas comentaram as perguntas e respostas dos demais candidatos. "Bolsonaro acabou de falar que as pessoas têm que optar por emprego ou por direitos trabalhistas", ironizou Hoffman. "Isso não é verdade. Vamos reivindicar o passado recente: os governos do PT geraram 20 milhões de empregos no Brasil e alguém teve o direito prejudicado para esse emprego vir?", questionou Haddad. Manuela também criticou candidatos que defenderam a PEC do Teto, aprovada no governo Temer. Ela afirma que a medida pune drasticamente as mulheres, pois limitaria investimentos em educação e creches. "Precisamos defender o emprego, a universidade e escola público, é o que as mulheres também querem." Haddad e Manuela reafirmaram que programas iniciados no governo Lula e governo Dilma, como Bolsa Família, ProUni, Mais Médicos, Fies, entre outros, seriam mantidos e ampliados no novo plano de governo. "É preciso investir mais em educação, saúde e oportunidades de emprego", disse Gabrielli. Ao final do debate promovido pelo PT, Haddad afirmou que o Brasil foi "sabotado" e que o governo petista "mostra que dá para ter desenvolvimento com inclusão". "Lula está pagando preço por um projeto popular que mudou a vida das pessoas. Por isso ele está fora daquele debate, mas ele está presente nesse. Não adianta querer tirar Lula de cena", concluiu. Estratégia O registro de Lula como candidato oficial à presidência deve acontecer no dia 15 de agosto. A estratégia do PT é levar o nome do petista como candidato até a o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidir se o ex-presidente, que está preso, poderá disputar as eleições de 2018, com base na Lei da Ficha Limpa. Com o anúncio de Fernando Haddad como vice-presidente do PT, o acordo dá a entender que Manuela, que desistiu de concorrer nesta eleição pelo PCdoB, seria candidata a vice caso a Justiça Eleitoral vete a candidatura de Lula. 

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