Cientistas correm contra o tempo para estudar animal símbolo do Brasil ameaçado de extinção



Conteúdo:BBC Brasil

Tatu-bola
Image captionHá temores de que o tatu-bola seja extinto nos próximos 50 anos | Foto: Devian Zutter

Em uma área isolada de Caatinga entre o Piauí e o Ceará, um grupo de quatro cientistas sai à noite para longas caminhadas, acompanhado de cães farejadores e moradores locais. São necessárias 12 madrugadas de buscas para encontrar cinco tatus-bolas - que têm o habitat analisado, as medidas tiradas e as amostras de sangue, recolhidas naquela que é uma das principais expedições do tipo já realizadas.

A experiência descrita acima foi uma das raras oportunidades de estudar uma espécie que existe apenas no Brasil e que, apesar de ser simbólica - a ponto de ter sido escolhida como mascote da Copa do Mundo de 2014 -, é muito pouco conhecida pelos cientistas, que correm contra o tempo para evitar que ela seja extinta.

Não há números precisos sobre a quantidade de tatus-bolas (Tolypeutes tricinctus) restante na Caatinga brasileira, seu habitat nativo, mas há estimativas de que ela esteja reduzida a menos de 1% de sua população original. E os temores são de que o animal possa ser extinto nos próximos 50 anos.