sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Suspeito de matar menina e esconder corpo em mala se entrega à polícia,

CONTEÚDO:EXTRA/GLOBO

Suspeito de matar menina achada em mala morava no quintal da vítima.

A menina Agatha Nicole Foto: Reprodução

O suspeito de matar Agatha Nicole Silva Victorino, de apenas 6 anos, encontrada morta numa mala jogadaem rio no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, entregou-se à polícia na tarde desta sexta-feira. Neste momento, o homem presta depoimento na Divisão de Homicídios (DH), que conduz as investigações.

Identificado apenas como Alexandre, o suspeito é morador do bairro onde o crime aconteceu. Ele chegou à delegacia acompanhado do irmão e dois pastores evangélicos. De acordo com membros da Igreja Evangélica Betel, a qual o suspeito chegou a frequentar, o homem tinha problemas com drogas.

— Tentamos ajudar, mas não adiantou. Ele parou de frequentar, só o irmão dele seguiu na igreja — diz um membro da igreja, acrescentando que a mãe do suspeito passou mal e desmaiou ao saber do que havia ocorrido.

De acordo com o delegado Fabio Cardoso, titular da DH, a vítima sofreu violência sexual antes de morrer. A menina apresentava também lesões no corpo e na cabeça. O laudo técnico da perícia feita pelo Instituto Médico Legal (IML) constatou que a morte se deu por asfixia e afogamento.

— A menina sofreu ferimentos, foi abusada e colocada na mala ainda com vida. A perícia constatou rompimento do hímen, indicando que ela sofreu violência sexual. O autor vai responder por homicídio e por estupro — afirma Cardoso.

Segundo a mãe da menina, Luane Cristine Silva Victorino, de 23 anos, havia um pacote de biscoitos dentro da mala, que teria sido usado para atrair a vítima. A informação foi confirmada pelo delegado:

— Havia biscoitos na mala, e pelo perfil que temos dela, de que era uma criança dócil, facilmente atraída por biscoitos e balas, indica que foi assim que esse homem agiu. Os investigadores estão muito indignados e se empenhando ao máximo.

Até as 15h desta sexta-feira, o corpo de Agatha permanecia no Instituto Médico Legal (IML). Ainda não há informações sobre o sepultamento.

Um vídeo mostra o momento em que o suspeito da morte de Agatha lança a mala onde estava o corpo da criança num rio na Avenida Marechal Rondon, no Engenho Novo. É possível vê-lo caminhando pela rua, lançando o objeto e depois seguindo em frente, aparentando calma. As imagens foram registradas pela câmera de segurança de um ferro-velho.

Incêndio destrói loja de doces e atinge prédio vizinho em Duque de Caxias, no RJ

Equipes de quatro quartéis trabalharam na contenção do incêndio. Ninguém ficou ferido. Os moradores de prédio vizinho tiveram que abandonar o imóvel.

CONTEÚDO:G1/GLOBO

Incêndio atingiu loja de doces em Duque de Caxias. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Um prédio pegou fogo no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na madrugada desta sexta-feira (4). O fogo começou em uma loja de doces e se alastrou para o prédio vizinho. Muitos moradores acordaram com o pedido dos bombeiros para que eles abandonassem o local por causa do risco de intoxicação com a fumaça.

Foram 2h30 de combate intenso às chamas. Equipes de quatro quartéis trabalharam na contenção do incêndio. O fogo atingiu apartamentos no quarto e quinto andares.

Os bombeiros seguem controlando as chamas esta manhã e, de acordo com eles, ninguém ficou ferido. Uma perícia vai dizer o que causou o incêndio.

Incêndio atingiu loja no centro de Duque de Caxias. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Na manhã desta sexta (4), funcionários seguiam tentando apagar as chamas. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Craque vai para o PSG na maior transação da história do futebol

Com maior salário do mundo, Neymar vai receber R$ 308 mil por dia. Veja o que dá para comprar

CONTEÚDO:R7/RECORDTV

Em uma negociação de mais de 222 milhões de euros (mais de R$ 820 milhões) o Paris Saint-Germain terá Neymar como seu mais novo reforço. O craque brasileiro deixou o Barcelona em troca de um salário de 30 milhões de euros por ano (R$ 111 milhões). É tanta grana que ele poderia pagar por coisas que você nem imagina. Sabe quanto Neymar vai faturar por segundo, por exemplo? Descubra na galeria a seguir:

Homem atira em tatu, bala ricocheteia e atinge atirador no rosto

Caso ocorreu no Texas; homem foi hospitalizado; estado do tatu é desconhecido.

CONTEÚDO:G1/GLOBO

Um morador do Texas, nos Estados Unidos, ficou ferido após disparar uma arma contra um tatu em seu jardim. A bala ricocheteou no animal e atingiu o atirador no rosto, segundo o xerife do condado. O caso aconteceu em 2015.

Larry Rowe, xerife do condado de Cass, disse que o homem, cujo nome não foi divulgado, saiu de sua casa na cidade de Marietta, por volta de 3h. Ele viu o tatu em sua propriedade e abriu fogo três vezes.

A carapaça do animal fez pelo menos uma das balas ricochetear, e ela atingiu o homem na mandíbula. Ele foi levado a um hospital próximo.

O estado do tatu é desconhecido. "Não o encontramos", disse o xerife.

Tatu-galinha (foto ilustrativa) (Foto: G1)

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Denuncia contra o Presidente Temer e arquivado

PLANTÃO

Sortudo da Mega-sena abandona a Vila Cruzeiro


Fila de moradores para receber cestas básicas na Vila Cruzeiro

O entusiasmo começa a dar lugar à lamentação entre os moradores da Vila Cruzeiro, comunidade da Penha, na Zona Norte do Rio, de onde saiu o prêmio de R$ 107,9 milhões da Mega-sena. Depois de ganhar sozinho a bolada, o novo milionário juntou a família, arrumou as malas e abandonou a favela. Uns dizem que o sortudo foi para o exterior, outros alegam que ele não tinha passaporte e garantem que ele foi para Minas Gerais. Há quem ainda espere que ele olhe para a comunidade onde foi nascido e criado.

— O morador fica na ansiedade de o ganhador esperar a poeira baixar e depois olhar pelo povo. A comunidade aqui é muito carente. Qualquer ajuda, por menor que seja, já transforma a vida das pessoas — comenta o presidente da associação de moradores, Luis Cláudio dos Santos, de 50 anos.

Nesta quarta-feira, moradores da comunidade fizeram fila para receber 40 cestas básicas que foram distribuídas pela associação de moradores na Rua Merendiba. Enquanto aguardavam para pegar a doação, o papo era um só: todos se questionavam se o milionário daria uma ajudinha. Até Janaína da Silva, de 43 anos, administradora da casa lotérica Cruzeiro da Sorte, onde foi feita a aposta, conta com a bondade do ganhador.

— Ele é morador antigo daqui, então tenho esperança de que lembre da comunidade.

A Caixa Econômica Federal confirmou que o ganhador retirou o prêmio na segunda-feira, mas não quis informar a agência onde ele foi atendido.

Analistas não vêem futuro promissor para o serviço de streaming

Netflix acumula US$20 bilhões de dívidas após pegar empréstimos para conteúdo original

CONTEÚDO:OMELETE/UOL


Netflix está de bolsos leves, segundo um artigo da LA Times: a empresa está com dívida total de US$20 bilhões, cerca de R$62 bilhões.

A ideia é que tal dívida seja vingada através do crescimento do número de assinantes, que atualmente se encontra em 104 milhões no mundo todo. Em 2016, a Netflix investiu US$800 milhões (cerca de R$2,5 bilhões) em conteúdo original, e na época a dívida era apenas de US$3 bilhões (~R$9,4 bi) para pagamento à longo prazo.

Portanto, esse valor vêm de empréstimos que o serviço de streaming pega para produzir seus seriados originais e também para licenciar a exibição de conteúdo de terceiros, aos quais acredita que chamará a atenção de potenciais novos usuários - veja o gráfico abaixo:


Dito isso, a empresa se envolveu em certa polêmica no começo do ano ao ficar abaixo a previsão dos investidores para novos assinantes. Além disso, os analistas não vêem isso como uma boa estratégia. "Ninguém controla um monopólio para sempre. Penso que eles precisarão de muita sorte para não se afundar em contas quando o crescimento se estagnar", diz Mike Vorhaus, presidente da consultora Magid Advisors. Já Michael Pachter, da Wedbush, vê um futuro potencialmente ruim para a empresa. "Não acredito que a Netflix conseguirá acertar isso nesse ponto. Penso que eles estão chutando o balde mas as consequências estão vindo."

Trânsito intenso na Washington Luis na altura do Rei do Bacalhau até a saída de Caxias,protesto neste momento na Dutra em São paulo .

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Suspeito de integrar quadrilha que enviou 60 fuzis para RJ foi preso em condomínio de luxo em Rio Preto

RIO PRETO E ARAÇATUBA

Segundo investigações, homem foi preso no dia do aniversário dele. Suspeito seria filho de Frederick Barbieri, apontado como um dos chefes da quadrilha.

CONTEÚDO:G1/GLOBO

Suspeito de integrar quadrilha que enviou 60 fuzis para RJ foi preso em condomínio de luxo

O homem apontado como filho de um dos chefes de uma quadrilha que enviou 60 fuzis para o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, em junho deste ano, foi preso em um condomínio de luxo em São José do Rio Preto (SP). Ele foi preso, segundo as investigações, por fazer parte da quadrilha de tráfico de armas.

A prisão aconteceu no sábado (29) durante uma operação. O condomínio fica na região da Represa Municipal.

A Polícia Federal em Rio Preto não quis divulgar o nome do homem preso, mas as investigações apontam que ele é filho do principal suspeito de ser o mandante do envio de fuzis, Frederik Barbieri, que está sendo procurado nos Estados Unidos.

O carioca radicado em Miami é apontado pela polícia como o maior traficante de armas do país; Frederick nega a acusação. O filho de Frederick é investigado desde que foi apreendida a carga de fuzis no aeroporto carioca.

De acordo com investigações da polícia, o filho dele mora com a mulher em Rio Preto desde 2006 e foi preso no sábado à noite. A prisão foi no dia do aniversário dele e, segundo a polícia, no veículo em que ele estava tinha até carnes e bebidas.


Suspeito é preso na entrada do condomínio de luxo em Rio Preto (Foto: Reprodução/TV TEM)

A operação

A Polícia Federal cumpriu nove mandados de prisão preventiva nos municípios do Rio de Janeiro, Rio das Ostras e em Rio Preto contra envolvidos no envio dos fuzis para o aeroporto do Galeão. Cinco deles já estavam presos: quatro no Rio e um em São Paulo.

As diligências da PF no Rio de Janeiro para a localização dos alvos que se encontravam soltos começaram no sábado (29) e foram concluídas nesta segunda-feira (31).

A Delegacia da PF em Rio Preto prendeu na cidade o filho de Frederik Barbieri, que seria um importante alvo da operação, de acordo com a polícia. Foram expedidos também dois mandados de prisão contra um casal já identificado e que reside nos Estados Unidos.

Quando apreendido, o armamento - fuzis AK-47, AR-10 e G3 – estava escondido em aquecedores de piscina. Os modelos das armas só poderiam ser usados por tropas de elite.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

SORTUDO É DO RIO DE JANEIRO.

Aposta de R$ 3,50 feita na Vila Cruzeiro é a ganhadora de R$ 107,9 milhões da Mega-Sena

CONTEÚDO:O GLOBO/EXTRA

Cartelas da Mega-Sena Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

Uma aposta de R$ 3,50 feita na Lotérica Cruzeiro da Sorte, na Vila Cruzeiro, Zona Norte do Rio, acertou sozinha as seis dezenas sorteadas do concurso realizado no último sábado. O sortudo, receberá da Caixa Econômica Federal o prêmio de R$ 107,9 milhões. Se o dinheiro for aplicado na Poupança, o prêmio renderia cerca de R$ 600 mil por mês.

Esse foi o maior prêmio pago este ano pela Loteria. As dezenas sorteadas foram 09, 26, 29, 42, 43 e 45. Além do prêmio principal, a Mega-Sena pagará a cada um dos 237 apostadores que acertaram cinco das seis dezenas o valor de R$ 37.495,41. Outras 16.988 apostas acertaram quatro números, destes cada bilhete receberá R$ 747,28.

O próximo sorteio da Mega-Sena será na quarta-feira (2). O concurso 1.954 será realizado às 20h (horário de Brasília) e a previsão de prêmio é de R$ 3 milhões. A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas do país.

domingo, 30 de julho de 2017

Morre bebê baleado no útero da mãe na Baixada Fluminense


RIO DE JANEIRO

Bebê teve hemorragia digestiva. Ele estava internado desde junho no Hospital Adão Pereira Nunes.

CONTEÚDO:G1/GLOBO


Morre bebê baleado no útero da mãe em Duque de Caxias (RJ)

Morreu neste domingo (30) o bebê Arthur, baleado no útero da mãe em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O bebê estava desde junho internado no Hospital Adão Pereira Nunes, no mesmo município.

Segundo nota da Secretaria Estadual de Saúde, Arthur Cosme de Melo morreu às 14h05 deste domingo, após apresentar piora de seu quadro clínico em decorrência de uma hemorragia digestiva intensa, por volta das 5h30 da manhã.

"A família do paciente foi informada e esteve na unidade ainda pela manhã, recebeu todas as informações sobre o estado de saúde do paciente, que esteve gravíssimo nas últimas horas. Todos os procedimentos para reverter o quadro foram adotados, porém não houve resposta clinica do paciente. A família foi imediatamente informada e esteve novamente reunida com a chefia da UTI Neonatal e equipe médica. O corpo do paciente será encaminhado ao Instituto Médico Legal, procedimento que é padrão em casos de violência (vítima de perfuração por arma de fogo, como é o caso)", acrescenta o texto, que conclui prestando solidariedade a família.


Claudineia voltava para casa quando se viu em meio ao fogo cruzado entre políciais e traficantes (Foto: Arquivo pessoal)

Arthur era filho de Claudineia dos Santos Melo, que estava grávida de 39 semanas. Ela foi baleada indo ao mercado quando foi atingida na pelve.

A bala atravessou o tórax da criança e também atingiu parte da orelha, de acordo com boletim da Secretaria de Saúde de Duque de Caxias.

Número de brasileiros que se tornam atiradores para obter licença explode no país

Dados mostram boom inédito a partir de 2016, quando foram emitidas 20.575 autorizações

 CONTEÚDO:O GLOBO


Alternativa. Paixão de Luiz Gustavo por armas começou ainda na adolescência. Após ter o pedido de registro da segunda peça indeferido pela Polícia Federal, o atirador se profissionalizou e recorreu ao Exército para tirar licença - Jorge William / Agência O Globo

BRASÍLIA - Nunca o Exército concedeu tantas licenças para pessoas físicas terem acesso à arma de fogo. Dados levantados pelo órgão a pedido do GLOBO mostram um boom inédito a partir de 2016, quando foram emitidas 20.575 autorizações, 185% a mais que os 7.215 do ano anterior. Com demanda recorde, a tendência é de alta. Somente em 2017, 14.024 cidadãos já obtiveram o aval, média de 2.033 por mês ou 66 por dia.

De 2005 a 2017, o número de pessoas com a autorização válida subiu 395%, de 14.865 para 73.615. Cerca de 90% do total atual são os chamados CACs, sigla usada para denominar caçadores, atiradores e colecionadores registrados. Ao contrário das demais pessoas físicas que se reportam à Polícia Federal (PF) para pedir autorização de posse ou porte de arma, essa categoria é regulada pelo Exército.

A corrida à certificação como CAC pode ser explicada, segundo especialistas e a própria categoria ouvida pela reportagem, por diferentes fatores. Um deles é que essa modalidade de registro virou uma alternativa ao controle da Polícia Federal e uma forma de se armar em meio à escalada da violência. A consolidação de entidades e clubes de tiro desportivo pelo país e a popularização da modalidade que deu a primeira medalha ao Brasil nas Olimpíadas do Rio também contribuem.

Mas na visão dos próprios dos donos das armas, o aumento do grupo é consequência de uma política que impede o acesso ao armamento de forma injustificada. Eles assinalam ainda que atendem a todas as regras do Exército. Especialistas em segurança, porém, são mais cautelosos com relação ao “atalho” que pode configurar o enfraquecimento das regras de controle de armas no Brasil.

Renato Sérgio Lima, diretor presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cobra dos ministérios da Justiça e da Defesa uma análise criteriosa do aumento expressivo de registros expedidos.

— O governo federal já deveria ter acendido uma luz vermelha para saber se o fenômeno não é uma burla ao Estatuto do Desarmamento. Se for isso, precisamos reforçar a supervisão e o monitoramento. Mas o que vemos é o contrário: o governo afrouxando regras e estendendo prazos para dar uma resposta política a um grupo que grita muito.

 

 

ACERVOS NO MERCADO CLANDESTINO

Na avaliação de Lima, os efeitos colaterais de uma maior circulação de armas para a segurança pública são evidentes. Ele destaca o risco de os acervos de colecionadores, caçadores e atiradores caírem no mercado clandestino. Além disso, aponta um problema crônico das políticas de combate à violência no Brasil: a falta de compartilhamento de dados.

— O Sigma, que é o sistema de controle de armas usado pelo Exército, não se comunica com o Sinarm, que é o da Polícia Federal. Ou seja, o policial militar que aborda um atirador, por exemplo, não tem nem como fazer uma consulta sobre a documentação apresentada — diz Lima.

Carlos Eugênio Mendes de Moraes, vice-presidente da Federação de Tiro Esportivo do Distrito Federal, reconhece um movimento de buscar o CAC como atalho.

— A PF dificultou muito o registro da arma, que é a posse, e tornou o porte quase impossível. Com isso, as pessoas cerceadas desse direito migraram para o Exército. Não é a maioria, mas tem havido isso — defende Moraes, acrescentando: — O que não significa que o Exército seja uma segunda via fácil. A diferença é que eles cumprem a lei, garantem o seu direito se você atende as regras.

A percepção é a mesma relatada por Luiz Gustavo da Cunha. O advogado, que escolheu um estande de tiro para comemorar com a família o aniversário de 39 anos na última semana, conta que a paixão por armas começou ainda na infância. Aos 14 anos, acompanhado do pai, fez um curso de tiro. Mas a história terminou ali por pressão da mãe, que não simpatizava com a ideia.

Só em 2010, Luiz Gustavo comprou a primeira arma, uma Glock de origem austríaca, após obter autorização da PF. Em 2015, pediu o registro de posse da segunda peça, mas foi indeferido. Ali descobriu que era possível obter certificado junto ao Exército. De um apaixonado por tiro, o advogado se tornou um praticante desportivo, com acervo de oito armas que, em breve, chegará a 14, após efetivar transferências pendentes.

— A dificuldade de ter uma segunda arma, pela PF, foi o que me levou a saber que existia o registro de CAC no Exército. A diferença é que tive que me profissionalizar. Já vou para a segunda competição — afirma o rapaz.

LICENÇA PARA ATÉ 16 ARMAS

Entre outros critérios para obter a certificação de CAC, válida por três anos, estão atestado psicológico, comprovante de aptidão técnica e vinculação a um clube de tiro. Os requisitos não diferem muito dos exigidos pela PF. Licenciados precisam registrar também junto ao Exército cada uma das armas que possuem. Atiradores de nível 3, o mais avançado, podem ter até 16 armas, sendo oito de calibre restrito.

Segundo o Exército, ainda “não houve um estudo para levantar as causas do incremento na solicitação de CR (certificado de registro) para CAC”. No entanto, ainda conforme o órgão, é possível inferir como possíveis causas “o aumento do interesse do cidadão pela prática de tiro desportivo” e “do número de entidades de tiros e de federações”. Além disso, aponta que profissionais da segurança veem a atividade como forma de treinar o tiro e aponta a melhoria no atendimento e rapidez por parte do Exército como hipótese para o crescimento de licenças concedidas.

Anel vaginal com antirretroviral pode proteger mulheres do HIV

SAÚDE

Método liberta mulheres da dependência dos homens para o sexo seguro

CONTEÚDO:O GLOBO


Anel deve ser colocado no colo do útero uma vez por mês- Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas

PARIS — Um anel vaginal pode ser uma nova arma para combater o avanço do vírus HIV entre a população feminina. Hoje, adolescentes e mulheres entre 15 e 24 anos respondem por cerca de um quinto de todas as novas infecções, e a solução liberta as mulheres da dependência dos homens no uso do preservativo. Em testes, ele foi capaz de reduzir os riscos de contágio em 56%.

— Se você puder dar às mulheres a oportunidade de se protegerem numa forma completamente confidencial, será um grande passo para ajudá-las — comentou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, em entrevista à BBC. — Em sociedades onde as mulheres são, infelizmente mas verdade, como cidadãos de segunda classe, elas são extremamente vulneráveis a serem infectadas com HIV.

O anel vaginal é flexível, do tamanho dos diafragmas usados como anticoncepcionais, e é colocado no colo do útero. Ele libera uma droga antirretroviral, chamada dapivirina, que atua no organismo durante o período de um mês, quando ele deve ser substituído.

No mais recente experimento, os cientistas testaram a adoção do método por adolescentes americanas. Durante seis meses, 96 garotas sexualmente ativas, entre 15 e 17 anos, fizeram uso do anel. Os resultados mostraram que 87% delas tiveram níveis detectáveis da droga na vagina, 74% disseram não perceber o anel no dia a dia, e 95% consideraram o anel de fácil uso.

Existia a preocupação antes dos testes se os parceiros das meninas gostariam ou não do anel, mas eles relataram aumento do prazer. Os resultados foram apresentados nesta terça-feira, na Conferência IAS sobre o HIV, que acontece em Paris.

— O HIV não distingue entre uma menina de 16 anos e uma mulher de 18 — disse Sharon Hillier, da Universidade de Pittsburgh. — Acesso a métodos de prevenção ao HIV seguros e efetivos também não deveriam, jovens mulheres de todas as idades devem ser protegidas.

Agora, os pesquisadores planejam testes com adolescentes na África, continente mais atingido pela epidemia global de Aids. Caso o anel vaginal consiga aprovação regulatória, ele será o primeiro método de prevenção exclusivamente para mulheres.

As questões trabalhistas que o uso da maconha levantou nos EUA

ECONOMIA

Com Estados americanos legalizando o uso medicinal e recreativo da droga, empresas precisam lidar com o consumo da cannabis por seus funcionários, dentro e fora do ambiente de trabalho.

CONTEÚDO:G1/GLOBO/BBC

Cannabis (Foto: Reuters)

Um número cada vez maior de Estados americanos está legalizando ou descriminalizando o uso medicinal e recreativo de maconha - o que faz com que empresas tenham de lidar com a possibilidade de empregados irem ao trabalho ainda sob seus efeitos.

No entanto, diferentemente do álcool e de outras subtâncias, traços da maconha permanecem por semanas ou meses no organismo, o que dificulta a aplicação de exames toxicológicos no ambiente de trabalho para detectar se uma pessoa a usou recentemente.

Leia mais: Maconha pode rejuvenescer cérebro, diz estudo

É possível que empregados façam isso em seu tempo livre ou nas férias e, depois, de volta ao trabalho, sejam demitidos porque seus exames em testes toxicológicos deram positivo. Além disso, a existência de leis e regulamentações conflitantes é especialmente complexa para empresas multinacionais ou mesmo as que operam em diferentes regiões dos Estados Unidos.

No país, a maconha é ilegal pela legislação federal, mas 30 Estados e o distrito de Columbia permitem seu uso medicinal e recreacional. Atualmente, 20% dos adultos usam a droga e 14% o fazem regularmente, de acordo com uma pesquisa do Yahoo News em parceria com a Faculdade Marista em Poughkeepsie, de Nova York.

Esses índices devem aumentar significativamente nos próximos anos na América do Norte. Na Califórnia, o Estado mais populoso, com quase 40 milhões de habitantes, o uso recreativo da droga é legal desde novembro do ano passado. O Canadá tem planos de fazer o mesmo e já permite o uso medicinal.

No entanto, a maconha continua ilegal em muitos países, entre eles Brasil, Reino Unido, França, Irlanda, Indonésia, China, Japão, Coreia do Sul e Arábia Saudita. Já em outros como Itália, México, Argentina, Áustria, Chile, Colômbia, Holanda, Espanha e Suíça o uso pessoal foi descriminalizado.

O Uruguai foi o primeiro país a legalizar totalmente a produção e a venda de maconha para fins recreativos. Farmácias passaram a vender a droga neste mês.

"Você precisa de auxílio em cada país em que opera para criar uma política corporativa sobre uso de entorpecentes que não viole as leis locais", diz o advogado Tony Fiore, do Estado de Ohio.

Colcha de retalhos

Algumas leis e a jurisprudência nos Estados Unidos permitem que empresas demitam empregados que tenham resultados positivos para maconha em exames toxicológicos.

Isso é possível mesmo em Estados onde hoje a droga é legal. O Tribunal Superior do Colorado decidiu, por exemplo, que os empregadores podem despedir funcionários mesmo que o uso de maconha seja para fins medicinais.

Como a droga continua sendo ilegal de acordo com leis federais, a corte manteve a demissão de Brandon Coats, que trabalhava no serviço de atendimento ao consumidor da Dish Network, uma empresa de TV por assinatura. Brandon é tetraplégico e usa a droga para aliviar a dor dos espasmos musculares causados pela deficiência. Em exame aleatório, seu resultado foi positivo.

De acordo com os registros do caso, ele nunca chegou a ser acusado de estar sob influência da droga no trabalho e afirmou nunca tê-la usado no escritório.

Brandon trabalhava na empresa há três anos e recebia ótimas avaliações antes de sua demissão, em 2010. Ele não lidava com nenhuma atividade de risco e nunca havia pedido nenhum tipo de mudança na rotina por conta do uso de maconha.

Por sua vez, outros Estados americanos criaram leis que determinam que empresas abram exceções para o consumo de maconha por motivos médicos — desde que a droga não afete o desempenho no local de trabalho.

Regulamentações sobre a realização de exames toxicológicos nas empresas variam ao redor do mundo. O Centro Europeu de Monitoramento de Drogas e Vício afirma que, no continente, apenas Finlândia, Irlanda e Noruega têm regras específicas que lidam com a questão dos exames.

Na Noruega, por exemplo, esse tipo de teste é considerado uma violação da privacidade de um funcionário ou candidato a vaga e só pode ser feito quando estritamente necessário, como para proteger a segurança do trabalhador ou de outras pessoas.

Os empregadores canadenses têm muito menos liberdade para fazer testes de drogas do que os americanos. "As empresas têm de corresponder às exigências de saúde e segurança, como em casos nos quais funcionários precisam dirigir. Ao mesmo tempo, precisam acomodar trabalhadores que fazem uso medicinal da droga", diz o advogado trabalhista Darryl Hiscocks, de Toronto.

Ele acredita que as companhias devem pedir para que os funcionário informem seus gerentes casos estejam usando maconha por indicação médica. "É uma questão de balancear os direitos humanos e o direito à privacidade do trabalhador com preocupações relativas à saúde e à segurança no ambiente de trabalho", diz.

Por causa dessa legislação que é uma "colcha de retalhos", trabalhadores que usam maconha por motivos de saúde ou de forma recreacional podem acabar precisando lidar com obstáculos na carreira. "Eles podem ser impossibilitados de viajar, por exemplo, caso tenham recebido uma prescrição para o uso de maconha e a droga não for permitida no país ou Estado de destino", diz o advogado Tony Fiore.

Um questão complexa

Não existem estatísticas sobre quantas pessoas já foram demitidas — ou deixaram de ser contratadas — por resultados positivos para maconha em testes toxicológicos, mas não há dúvidas de que isso é comum.

"A questão da maconha no ambiente de trabalho é complexa e vai precisar de mais atenção das empresas conforme mais Estados e países descriminalizem a droga", diz Todd Simo, diretor da HireRight, empresa que oferece serviços de pesquisa de antecedentes para empresas.

"Hoje, o uso de maconha é um sinal amarelo, não um sinal vermelho, como no passado."

Conforme o estigma associado ao uso da maconha tem diminuído nos EUA, algumas empresas vem permitindo que empregados façam isso até no trabalho — principalmente nos casos de fins medicinais.

Como se trata de uma substância psicotrópica, há uma série de efeitos identificados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que podem interferir na rotina de trabalho - como o fato de a maconha "comprometer o desempenho psicomotor em uma série de habilidades, como coordenação motora, capacidade de dividir a atenção entre várias tarefas".

Mas alguns empregadores entendem que os efeitos variam de indivíduo para indivíduo. "Menos de um terço dos estudos encontraram uma correlação entre uso de maconha e menor eficiência", diz Sarah Sullivan, coordenadora da área de controle de riscos da Lockton, uma corretora de seguros.

O empreendedor Altay Guvench diz que empregadores deveriam perceber que alguns funcionários podem até se beneficiar do uso. Guvench diz que, para ele, foi muito útil — das aulas em Harvard ao aumento da produtividade e criatividade no trabalho. "Maconha me ajudou a reduzir a depressão e a ansiedade e a manter minha mente focada em criar softwares ou em praticar música", diz ele.

O uso da droga normalmente não é permitido para pessoas que trabalhem em cargos em que haja riscos à segurança pessoal e de outras pessoas, como dirigir um ônibus ou operar máquinas pesadas. Além disso, empresas que têm contratos com o governo americano são obrigadas a seguir leis federais e demitir quem tenha um teste positivo para maconha e outras drogas.

No entanto, a falta de mão de obra especializada em algumas áreas leva empresas a pularem a etapa dos teste na contratação e a evitarem a realização de exames aleatórios. Simo, da HireRight, diz que algumas companhias do Vale do Silício normalmente não fazem, porque sabem que perderiam um grande número de candidatos qualificados. "Mas a decisão de pedir ou não os exames é delicada, principalmente em setores que lidam com segurança", afirma.

"Houve um pico nos testes de drogas por volta de 2014, depois que a maconha começou a ser vendida legalmente, porque as empresas temiam ser prejudicadas ou ter sua capacidade de produção diminuída por causa de uma febre na compra de baseados", diz Curtis Graves, gerente do Mountain States Employers Council, uma entidade que representa empregadores. "Dois anos depois, no entanto, essa tendência não se comprovou."

Embora algumas empresas tenham abandonado os exames surpresa, muitas ainda testam pessoas que mostram sinais de incapacidade ou produtividade reduzida. Nesses casos, alguns Estados exigem que os patrões tenham provas do comportamento errático, como mudanças na fala, problemas motores ou queda real no desempenho.

Esses problemas podem, no entanto, não estar relacionados ao uso da droga, mesmo que o resultado do exame seja positivo. A substância detectada é um subproduto da maconha, o tetraidrocanabinol (THC), que pode ser encontrado no sangue semanas ou até meses depois que uma pessoa parou de usar a droga.

Por causa da chance de haver erros e do fato de que um resultado positivo no teste pode ser um indicativo de que a pessoa está debilitada ou mesmo de que usou a droga recentemente, a Organização Nacional para a Reforma das Leis sobre Maconha diz que testes de urina, sangue ou fluídos são discriminatórios — e violam direitos individuais.

A ONG recomenda testes de capacidade de trabalho em vez de exames toxicológicos. Há, por exemplo, aplicativos que detectam mudanças no desempenho ao avaliar a memória, o tempo de reação e o equilíbrio de uma pessoa.