sábado, 29 de julho de 2017

Filho de Abel Braga caiu enquanto tomava banho

Esporte

FONTE:G1/GLOBO

Abel Braga comandou o treino do Fluminense, nesta manhã; João Pedro tinha 18 anos Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O futebol está de luto. Morreu neste sábado, às 12h20, o filho mais novo do técnico Abel Braga, João Pedro Braga, de 18 anos, ao cair da janela panorâmica do banheiro do apartamento localizado na Rua General Artigas, no Leblon, Zona Sul do Rio. O jovem estava tomando banho e pode ter tido uma crise convulsiva antes da queda. É bom frisar que ele estava medicado pois vinha tendo crises convulsivas. Inicialmente, havíamos publicado que João caiu da varanda do apartamento de Abel. O corpo de João Pedro caiu no estacionamento do prédio, e foi retirado após ser realizada perícia no local. João Pedro Braga será enterrado, a princípio, neste domingo, no Memorial do Carmo. O velório deve ser nas Laranjeiras.

Abel dirigia um treinamento do Fluminense, no CT da Barra da Tijuca, quando foi informado do fato, e não viajou para Campinas, onde a equipe enfrentaria a Ponte Preta, neste domingo. Instantes depois, a diretoria de competições da CBF transferiu a partida para o dia 9 de agosto (quarta-feira).

O técnico escreveu uma nota para conhecidos que ofereciam seus pêsames: "Neste momento de muito pesar, gostaria de agradecer a todos pelas palavras de apoio e solidariedade. Lamento não poder escrever mais pela dor profunda que eu e minha família estamos passando. Obrigado."

Exército, Marinha e Aeronáutica se dividirão durante operações no RJ

RIO DE JANEIRO

Militares vão participar de ações em praticamente todo o território do município e também fora dele. Baixada Fluminense, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí também serão vigiadas.

CONTEÚDO:G1/GLOBO

Homens do Exército circulam pelas ruas do Rio (Foto: Reprodução / TV Globo)

Com o início da atuação das Forças Armadas no Rio nesta sexta-feira (28), foram também divulgadas pelo comandante da 1ª Divisão do Exército, general Mauro Sinott, informações de como será a distribuição das tropas pelo estado.

Segundo ele, o Exército irá atuar em operações na Baixada Fluminense, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Zona Oeste da cidade. Já as tropas da Marinha estarão presentes no Centro do Rio, além de Zonas Norte e Sul. Já as tropas da Aeronáutica vão participar de ações na Ilha do Governador.

A presença das Forças Armadas no estado é parte de uma série de As ações de integradas de segurança para combater o crime organizado. O reforço foi solicitado pelo governador Luiz Fernando Pezão ao presidente Michel Temer, que autorizou o envio das tropas.

De acordo com o decreto presidencial, é previsto o emprego das Forças Armadas até o fim de 2018, para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no RJ, em apoio às ações do Plano Nacional de Segurança Pública. O documento foi publicado hoje no DO da União de sexta. Segundo o presidente Temer, o objetivo é dar mais tranquilidade aos moradores do Rio.

"O objetivo da missão é defender a integridade da população, preservar a ordem publica e garantir o funcionamento das instituições. A medida de hoje é mais um passo no combate a esta situação que inquieta e angustia todos os brasileiros, particularmente os moradores do Rio de Janeiro", afirmou o presidente.

O plano integrado entre as forças de segurança prevê, ao todo, o reforço de mais de 10 mil homens: 8.500 das Forças Armadas, 620 da Força Nacional, 380 da Polícia Rodoviária Federal, além de 740 policiais rodoviários que já atuam no estado.

O foco das ações é a Região Metropolitana, mas de acordo com o governo federal, as operações também podem abranger outras áreas.

As tropas iniciaram os bloqueios nesta sexta pelas principais vias expressas do Rio, como Avenida Brasil, Linha Vermelha, Arco Metropolitano, Rodovia Washington Luiz, Ponte Rio-Niterói, Rodovia Presidente Dutra, além de pontos turísticos da cidade, como a praia de Copacabana.

A presença ostensiva das forças de segurança nas ruas poderá ser acompanhada pela população, de acordo com o governador.

- Nós estamos fazendo um grande trabalho de integração. Ontem à noite liguei para o presidente Temer e ele, prontamente, atendeu o meu pedido para atuação das Forças Armadas. O Estado ficará mais fortalecido nessa parceria com as forças federais amparando a nossa PM e a nossa Polícia Civil, nesse enfrentamento. Tenho certeza de que com essa integração vamos poder combater mais fortemente o crime organizado – destacou Pezão.

Ministros detalham ações

Em coletiva no Comando Militar do Leste nesta tarde, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o foco das ações será a inteligência no enfrentamento para desarticular as quadrilhas, principalmente, de tráfico de drogas e roubo de cargas.

"As Forças Armadas vão atuar sob demanda, segundo as informações que forem levantadas pela Secretaria de Segurança. O cardápio é toda e qualquer ação que seja necessária para golpear e tirar a capacidade do crime organizado", explicou Jungmann.

Também durante a coletiva, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, enumerou os principais crimes a serem combatidos nas ações federais.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Temer assina decreto que autoriza uso das Forças Armadas na segurança pública do RJ

Militares poderão permanecer nas ruas do estado desta sexta-feira (28) até 31 de dezembro. Anúncio do envio de tropas havia sido feito nesta quinta (27) pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann.

CONTEÚDO:G1/GLOBO

Jungmann se reúne com Pezão e Secretário de Segurança do Rio para discutir sobre violência

O presidente Michel Temer assinou nesta sexta-feira (28) o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que autoriza a atuação de tropas das Forças Armadas na segurança pública do Rio de Janeiro. O decreto presidencial foi publicado nesta sexta em uma edição extraordinária do "Diário Oficial da União".

Segundo o decreto, os militares poderão permanecer nas ruas do estado do Rio de Janeiro desta sexta-feira até 31 de dezembro. As Forças Armadas já estão preparadas para começar a atuar na região metropolitana do Rio a partir da tarde desta sexta.

O artigo 142 da Constituição – que trata das Forças Armadas – prevê o uso de tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica por ordem do presidente da República nos casos em que há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem.

Essa medida tem sido adotada com certa frequência pelo governo federal nos últimos anos. Os militares já atuaram, por exemplo, na Copa do Mundo, nas Olimpíadas, nas eleições e no próprio Rio de Janeiro, na ocupação do complexo de favelas da Maré.

No mês passado, o Ministério da Defesa informou que, entre 2010 e 2017, foram realizadas 29 ações de garantia da lei e da ordem.

Nessas ações, as Forças Armadas agem em área restrita e por tempo limitado, a fim de garantir a integridade da população e o funcionamento das instituições.

O GLO assinado por Temer nesta sexta-feira ressalta que cada operação que conte com homens das Forças Armadas terá de ser previamente aprovada pelos ministérios da Justiça, da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

De acordo com o decreto, caberá ao ministro da Justiça, Raul Jungmann, definir a distribuição das tropas.

Ações sociais

O envio das Forças Armadas ao Rio de Janeiro foi anunciado nesta quinta (27) pelo ministro da Defesa em uma coletiva de imprensa realizada na sede do Comando Militar do Leste, no Centro do Rio.

Durante o anúncio, Jungmann prometeu ações sociais durante a atuação das Forças Armadas no estado. Segundo ele, já há um pacote de propostas e soluções elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento Social sobre o que deverá ser feito nas comunidades fluminenses.

Uma das justificativas para a mudança no emprego de militares foi a longa permanência do Exército no Complexo da Maré.

De acordo com Jungmann, foram gastos R$ 400 milhões durante um ano e meio de ocupação no conjunto de comunidades e, atualmente, o crime organizado voltou a dominar as favelas.

Temer decreta ação de garantia da lei e da ordem em Brasília

Protesto em Brasília

No final do mês passado, gerou polêmica no país o uso das Forças Armadas para atuar na segurança de prédios públicos federais após uma manifestação de centrais sindicais, na área central de Brasília, terminar em atos de vandalismo.

Em meio ao protesto na Esplanada dos Ministérios, grupos com rostos cobertos – armados com paus, pedras – atearam foro em alguns prédios. Lixeiras, placas de trânsito também foram arrancadas pelo caminho.

A polícia usou gás lacrimogênio, gás de pimenta e tiros de borracha para conter os vândalos, mas não conseguiu disperçar os manifestantes que tentavam depredar os ministérios.

No momento em que os atos de vandalismo pareciam ter fugido do controle, o presidente Michel Temer assinou um decreto da Garantia da Lei e da Ordem autorizando o uso de tropas federais para proteger o Palácio do Planalto e as sedes dos ministérios.

Com isso, centenas de militares desembarcaram armados na Esplanada do Ministérios e ocuparam a fachada dos principais prédios públicos.

A medida gerou polêmica, especialmente, no Congresso Nacional. Assim que foi anunciado o envio dos militares para a área central de Brasília, deputados da oposição questionaram duramente o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em razão de o governo ter atribuído a ele o pedido para que as tropas federais fossem usadas nas ruas da capital federal.

Na ocasião, Maia desmentiu o Palácio do Planalto, explicando que havia pedido a Temer apenas o emprego da Força Nacional, e não das Forças Armadas.

No dia seguinte, diante da repercussão negativa do uso dos militares, Temer revogou o decreto que havia autorizado a ida das Forças Armadas para a Esplanada dos Ministérios.

selo frase general Eduardo Villas Bôas (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

'Desgastante, perigoso e inócuo'

No mês passado, ao participar de uma audiência pública em uma comissão do Senado, o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, afirmou que o uso de militares em atividades de segurança pública é "desgastante, perigoso e inócuo". O oficial defendeu na ocasião que o uso deste modelo, por meio de decretos presidenciais, seja repensado.

Em meio à audiência pública, Villas Bôas ressaltou que, internamente, esse recurso "causou agora recentemente alguma celeuma". "Nós não gostamos desse tipo de emprego. Não gostamos", disse o general aos senadores.

O comandante do Exército também reclamou na ocasião da atuação das Forças Armadas no Complexo da Maré, formado por 16 favelas. Os militares auxiliaram na segurança pública da região ao longo de um ano e três meses entre 2014 e 2015.

"Eu, periodicamente, ia até lá [Favela da Maré] e acompanhava nosso pessoal, nossas patrulhas na rua. E um dia me dei conta, nossos soldados, atentos, preocupados, são vielas, armados, e passando crianças, senhoras, pensei, estamos aqui apontando arma para a população brasileira, nós estamos numa sociedade doente", relatou o comandate do Exército na audiência do Senado.

"Lá [na favela da Maré] ficamos 14 meses. No dia em que saímos, uma semana depois, tudo havia voltado ao que era antes. Temos que realmente repensar esse modelo de emprego, porque ele é desgastante, perigoso e inócuo”, complementou Villas Bôas.

Uma semana depois de o comandante do Exército reclamar da publicação dos decretos de garantia da lei e da ordem, foi a vez de o próprio ministro da Defesa criticar essas decisões presidenciais.

Em outro audiência pública no Senado, Raul Jungmann disse que, na opinião dele, há uma “banalização” do uso das Forças Armadas para ações de segurança pública por meio de decretos de GLO. Na avaliação do titular da Defesa, o principal motivo para a banalização é a crise da segurança pública.

“Nos últimos 30 anos, houve 115 garantias da lei e da ordem. Eu acho que há uma certa banalização. E essa banalização tem crescido, sobretudo, por conta da crise da segurança pública. A crise da segurança pública não será resolvida pela Defesa”, opinou Jungmann.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Sete estados têm alta nos casos de chikungunya no primeiro semestre de 2017

En números absolutos, o Ceará tem o maior número de registros: são mais de 80 mil notificações da doença. Já Roraima teve a maior alta em relação ao mesmo período em 2016, de 2.635%.

CONTEÚDO:G1/GLOBO


Aedes aegypti é transmissor da dengue, zika e chikungunya (Foto: James Gathany)

Sete estados brasileiros -- Roraima, Pará, Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso -- apresentaram uma alta nas notificações de chikungunya no primeiro semestre de 2017, em comparação com o mesmo período do ano passado. Essas regiões são contrárias à tendência nacional: o país teve uma queda geral de 42% nos casos da doença.

Os números foram contabilizados até a 52ª semana epidemiológica, que terminou no dia 24 de junho, e foram divulgados pelo Ministério da Saúde. O estado com o maior número absoluto de casos é o Ceará, com 80.045 registros. Já Roraima apresentou a maior alta, de 2.635%, passando de 60 casos nos primeiros seis meses de 2016 para 1.641 neste ano.


(Foto: Arte/G1)

Casos 'pipocando'

Antonio Bandeira, infectologista e pesquisador da Universidade Federal da Bahia (UFBA), chama a atenção para uma diferença observada entre a zika e a chikungunya -- ambas as doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue.

O médico conta que a zika chegou, se espalhou e infectou uma grande massa. Os números da doença que causa a microcefalia caíram drasticamente no primeiro semestre deste ano: 93%. Todos os estados, exceto Roraima, apresentaram uma queda nos casos da doença. Para o infectologista, a zika já conseguiu atingir seu pico de infecção com um espalhamento maior entre estados.

Já no caso da chikungunya, segundo Bandeira, as infecções ocorrem em grande quantidade, mas "pipocam entre as cidades". Elas dominam uma determinada região e depois retornam. Ele conta que a Bahia, incluindo Salvador, teve uma explosão de casos no primeiro semestre de 2016 -- foram mais de 48 mil notificações de chikungunya no estado, com uma taxa de incidência de 318 casos por 100 mil habitantes -- e neste ano foram registradas 6.541 notificações, uma queda de 86%.

Isso não impediu que, neste primeiro semestre de 2017, outro surto chegasse a Salvador. Um alerta foi emitido pela Diretoria de Vigilância em Saúde da cidade para um aumento nos casos no Subúrbio Ferroviário, em cinco ruas da região, com 171 notificações. Vale lembrar que os pesquisadores apostam que o vírus da chikungunya, assim como o da zika, consegue infectar uma única vez cada pessoa, que cria anticorpos e se torna imune.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Intérprete de Zé Pequeno lamenta destino de ator de 'Cidade de Deus' no tráfico: 'Fez a sua escolha'


FONTE:G1/GLOBO

Leandro Firmino da Hora, que interpretou o bandido Zé Pequeno no filme "Cidade de Deus", diz ter uma vaga lembrança de Ivan da Silva Martins, de 34 anos, apontado como o chefe do tráfico de drogas do Morro do Vidigal, na Zona do Rio, e que está sendo procurado pela polícia, acusado de matar um PM. Ivan, o Terrível, como é conhecido, foi um dos figurantes do longa lançado em 2002 e que concorreu ao Oscar, interpretando um dos bandidos da quadrilha de Zé Pequeno.


Atores e figurantes numa cena do filme Cidade de Deus. No detalhe, Ivan da Silva Martins Foto: Reprodução - TV Globo

"Lembro dele muito vagamente, porque tinha muitos jovens que participaram desse projeto. Mas sempre que ouço essas histórias, fico muito triste por saber que uma pessoa como ele não soube fazer boas escolhas na vida. De alguma forma, todo mundo que participou do filme teve uma oportunidade de seguir por um caminho do bem. Mas aí existe e questão da perseverança e da estrutura familiar. Ele, infelizmente, fez a sua escolha", lamenta Leandro, de 39 anos.


Leandro Firmino lamenta destino de ator de 'Cidade de Deus' no tráfico Foto: Reprodução/Facebook

Para o ator, muitos jovens acabam enveredando para o mundo do crime por falta de oportunidades. "Acredito que a única forma de tentar amenizar essa questão toda é através da educação e da cultura, além de um trabalho de prevenção e de oportunidades".

Leandro dá oficina de interpretação para jovens de comunidades carentes de São Gonçalo, e diz que costuma alertar seus alunos sobre as escolhas da vida:

"Todo mundo na vida faz escolhas, é o que eu converso com meus sobrinhos. Dou oficinas de interpretação em duas unidades do C.R.A.S (Centro de Referência de Assistência Social) em São Gonçalo e tenho uma turma que é só de adolescentes. Converso com eles sobre as escolhas que a gente faz na vida. Tudo que a gente escolhe na vida, lá na frente, de alguma forma, traz uma consequência, ou positiva ou negativa".

Traficante é acusado de matar PM

Ivan da Silva Martins é um dos três suspeitos de assassinar o sargento Hudson de Araújo, no último domingo, no Morro do Vidigal. Na época em que foi selecionado para o filme "Cidade de Deus", ele era chamado de Ivanzinho e participava de projetos sociais no Vidigal, que o levaram a ser conhecido pelos produtores do filme. Ivan tem cinco anotações criminais na polícia.


Ator agora é conhecido como Ivan, o Terrível Foto: Reprodução TV Globo

terça-feira, 25 de julho de 2017

Rajan Zed critica o uso do nome de uma divindade hindu para vender bebida alcoólica.

CONTEÚDO:G1/GLOBO

O líder hindu Rajan Zed divulgou um texto no qual pede que a AB InBev repense o nome da cerveja Brahma porque, segundo o religioso, é “muito desrespeitoso” relacionar o deus Lord Brahma a uma bebida alcoólica.

Essa não foi a primeira reclamação nesse sentido de Zed, que costuma se queixar em suas redes sociais de marcas que utilizam figuras relacionadas à religião hindu em seus produtos, como estampas de roupas.

Líder hindu Rajan Zed pede mudança de nome da Brahma (Foto: Reprodução / Twitter)

No comunicado que trata especificamente sobre a cerveja Brahma, Zed diz que “o uso inapropriado de conceitos ou símbolos de divindades hindus para agenda comercial ou outra não é OK na medida em que fere os fiéis”. Segundo o religioso, Lord Brahma é “destinado à adoração em templos ou santuários domésticos, e não para ser usado na venda de cerveja por ganância mercantil”.

Zed também critica os comerciais da Brahma, dizendo que eles não respeitam o caráter sagrado ligado à divindade e citando propagandas que têm a participação de celebrirades como Megan Fox e Jennifer Lopez.

Resposta da empresa

Em nota, a Ambev disse que o nome da Brahma não teria relação com a divindade hindu. "A cerveja Brahma foi lançada há 129 anos por Joseph Villiger. De acordo com alguns registros, o nome é provavelmente uma homenagem ao inventor da válvula de chope, o inglês Joseph Bramah. A marca se confunde com a história da cerveja no país e, ao longo de todo esse tempo, não recebemos qualquer pleito para que mudássemos o nome."

Adolescente de 13 anos é estuprada na escada do prédio onde mora, na Baixada Fluminense

O local onde a adolescente foi estuprada fica nas proximidades da estação de trem de Campos Elíseos, em Caxias Foto: Reprodução / Google Street View

CONTEÚDO:G1/GLOBO

Uma adolescente de 13 anos foi vítima de estupro no início da noite do último sábado, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A jovem foi abordada por um homem nas dependências do prédio onde mora, no bairro Campos Elíseos, no momento em que subia as escadas em direção ao apartamento em que reside com a família. O caso está sendo investigado pela 60ª DP (Campos Elíseos).

— Ela saiu da casa da avó, que fica bem perto dali, para buscar uma coisa. Estranhei a demora e fui procurá-la. Quando cheguei, encontrei ela chorando, deitada no chão, cheia de sangue e enrolada em um lençol — contou a mãe da menina, antes de continuar: — Ela falou que, ao acender a luz do corredor, deu de cara com esse homem, que estava sentado na escadaria. Ele ainda falou: “Demorou, mas te peguei”. Logo depois, ela desmaiou. Só subiu, ainda se arrastando, depois que tudo acabou.

Na mesma noite, depois que a polícia foi acionada, a adolescente foi levada para o Hospital municipal Doutor Moacir Rodrigues do Carmo, em Caxias, onde recebeu os primeiros atendimentos. De acordo com a família, porém, ainda não foi possível realizar o exame de corpo de delito, já que a jovem vem apresentando um intenso sangramento desde então, o que inviabiliza o procedimento. Nesta segunda-feira, ela retornou a um posto de saúde da cidade.

Ao prestar depoimento na delegacia, a jovem apontou um morador da região como o responsável pelo ataque. Segundo parentes, trata-se de um homem que com frequência era visto passando diante do imóvel onde a família mora, nas proximidades da estação de trem de Campos Elíseos, olhando em direção ao apartamento. O possível suspeito, contudo, apresentou-se espontaneamente à polícia e entregou imagens de câmeras de segurança que, pelo menos a princípio, comprovam que ele estava em casa no momento do estupro.

— A investigação ainda está muito no princípio, então não descartamos nenhuma hipótese. Nesse momento, estamos buscando a filmagem de câmeras no próprio local do crime, que podem ter flagrado a movimentação do criminoso e até mostrar alguma característica física — explicou o delegado José de Moraes Ferreira, titular da 60ª DP

Irmão de produtora de elenco encontrada morta na Zona Sul do Rio confessou o crime, diz polícia

RIO DE JANEIRO

Luana Diogo Oliveira, de 33 anos, foi encontrada morta dentro de casa, no bairro de Laranjeiras. Irmão estava escondido na casa de parentes no Lins de Vasconcelos.

 CONTEÚDO:G1/GLOBO

Produtora de elenco é encontrada morta dentro de casa em Laranjeiras

O irmão da produtora de elenco Luana Diogo Oliveira, de 33 anos, encontrada morta em casa, no bairro de Laranjeiras, Zona Sul do Rio, foi preso no fim da noite de segunda-feira (25) após confessar o crime na delegacia.

Segundo a Polícia, a produtora morava com o irmão, mas, depois do crime, ele estava escondido na casa de parentes no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio. A polícia não revelou o nome do preso e nem a motivação do assassinato. Os vizinhos disseram que ele parece sofrer de transtornos mentais.

"Ele deve ter em torno de uns 23 anos. A gente não sabe, porque quando a gente perguntava a idade dele, ele dizia que não podia dar a idade. Você perguntava o nome dele e ele dizia que ele era eterno. sei lá, um cara muito esquisito", disse um vizinho.

Luana era mãe de duas crianças, que estão viajando de férias com o pai. Ela morava em uma casa na Rua Cardoso Júnior, desde dezembro. O Corpo de Bombeiros confirmou que uma equipe da corporação esteve no local, por volta do meio-dia, e encontrou o corpo de uma mulher. estemunhas contaram que a residência estava revirada e que o corpo de Luana tinha sinais de tortura, mas a informação não foi confirmada pela polícia.

Proprietário do imóvel em que Luana morava, Alexandre Coimbra afirmou que ela morava no local desde dezembro e era uma pessoa tranquila. "Desde dezembro ela é minha inquilina, ela era muito tranquila. Quem dera todos os inquilinos fossem iguais a ela. Adorava os filhos dela. Ela trabalha muito dentro de casa, no computador. Eventualmente eu passava por ela", disse.


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Mulher encontrada morta no Recreio seria falsa médica do 'golpe do bumbum'

Marcilene aplicava silicone industrial em pacientes Foto: Facebook

CONTEÚDO:EXTRA/GLOBO

Encontrada morta na manhã deste sábado, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, Marcilene Soares Gama, de 48 anos, foi reconhecida como uma falsa médica que aplicava silicone industrial em pacientes. Segundo relatos, ela deixou dezenas de mulheres com graves lesões pelo corpo e outros problemas de saúde.

As investigações sobre a causa de sua morte estão em andamento, a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital, que ainda não confirmou as suspeitas de que se trata da mesma Marcilene, denunciada pelo "golpe do bumbum". Mas nome e sobrenome são os mesmos, e características reveladas em fotos da falsa médica na web - como duas tatuagens na barriga - coincidem com as do corpo encontrado.


Marcilene Soares Gama era conhecida também como Lene Soares ou Lenny Gama Foto: Reprodução / Facebook

Nas redes sociais, algumas manifestações já aparecem sobre o caso. "O mesmo nome da mulher que aplicava hidrogel e mutilou várias mulheres. Que coincidência", escreveu uma internauta, no Facebook. Outra afirmou: "ela é aquela médica que injetava gel nas pessoas".

Há uma página na rede social, seguida por mais de 80 pessoas, que reúne vítimas de Lenny Gama - ou Lene Soares, como também era conhecida.

Marcilene foi denunciada por destruir o bumbum de pelo menos dez mulheres e, segundo investigações, agia desde 2013, no Rio e em São Paulo. A falsa médica chegou a ser presa duas vezes. Em 26 de julho de 2013, o flagrante foi cumprido após ela aplicar 'aqualift' em uma mulher em Bangu, na Zona Oeste do Rio. No mesmo período, Margarete Lopes da Silva Castro, identificada como sua comparsa, também foi presa pelo mesmo crime por policiais da 34ª DP (Bangu).


Polícia Militar aguardava retirada do cadáver na manhã deste sábado Foto: Reprodução / Facebook

Já em 2015, Marcilene foi presa no flat de um bairro nobre de São Paulo, ocasião em que sua filha também foi levada pela polícia. As duas atendiam pessoas em hoteis da região, de acordo com as investigações. De lá para cá, a criminosa respondia a processos judiciais em liberdade

Rio de Janeiro

Vigilância Sanitária inicia campanha de castração gratuita de cães e gatos no município

Procedimento é feito no Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, em São Cristóvão

CONTEÚDO:O GLOBO


Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman realizará procedimentos de agendamento e castração de cães e gatos - Reprodução / Facebook

RIO - A Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa) da Prefeitura do Rio iniciou, nesta segunda-feira, a nova temporada de agendamento de castração de cães e gatos no Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, em São Cristóvão. O procedimento pode ser agendado de segunda a a sexta-feira, das 8h ao meio-dia e das 13h às 17h. A consulta pré-cirúrgica, o agendamento e a castração são serviços gratuitos e oferecidos a cães e gatos de moradores do município do Rio de Janeiro. Para a cirurgia, o animal deverá ter, pelo menos, cinco meses de idade e estar em bom estado de saúde.

Ao todo, são distribuídas 30 senhas por dia, e os interessados devem apresentar uma conta de água, luz ou telefone de domicílio no município do Rio, em nome do responsável do animal, pais ou cônjuge, expedida no prazo máximo de 90 dias. Para que o procedimento seja agendado, o animal será previamente encaminhado para consulta e avaliação de risco cirúrgico.

A castração é uma cirurgia importante para o controle populacional de cães e gatos e da proliferação de zoonoses, que são doenças transmitidas pelos animais. Atualmente, no município do Rio de Janeiro, a população canina e felina é de quase 670 mil, segundo números do Programa de Profilaxia da Raiva do Ministério da Saúde.

A castração dos animais reduz a possibilidade de tumor de mama nas fêmeas, além de diminuir as chances de tumores de ovário e de útero, infecções uterinas, doenças prostáticas, estresse de cio, fugas, atropelamentos, ninhadas indesejáveis e de os animais contraírem doenças que podem ser fatais tanto para eles, quanto para os humanos.

Somente no primeiro semestre deste ano, foram castrados 646 gatos e 709 cães no Instituto Jorge Vaitsman, totalizando 1.335 castrações. No ano passado, foram 2.596 castrações ao todo, sendo 1.050 em felinos e 1.546 em caninos.

Os procedimentos são feitos das 8h às 17h, no endereço da unidade, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 1.120, em São Cristóvão.

SÃO PAULO

Pitbull da família ataca e mata menina de 1 ano na Zona Leste de SP

Criança estava em casa com a mãe e a irmã quando animal a atacou. Caso ocorrido no domingo (23) foi registrado como homicídio culposo, sem intenção de matar.

CONTEÚDO:G1/GLOBO

Menina de 1 ano morre após ataque de cachorro da raça pitbull em SP

Um cão da raça pitbull de uma família atacou e matou uma menina de 1 ano no domingo (23) na Zona Leste de São Paulo. De acordo com o Jornal Hoje, a criança estava em casa com a mãe e a irmã quando foi atacada pelo animal, que tem 3 anos.

A menina, chamada Pietra, chegou a ser socorrida com vida, mas morreu no hospital. Nesta segunda-feira (24), funcionários do centro de zoonoses estiveram na casa da família para ver o cachorro. O grupo saiu do imóvel sem dar informações.

GAMES

Mulheres são 80% do público de games de celular no Brasil, diz pesquisa do YouTube

Consumo de jogos para smartphones cresceu entre pessoas que assistem vídeos de games no site: 70% em 2017 contra 65% em 2016. Porcentagem de jogadores de PC caiu.

CONTEÚDO:G1/GLOBO


Pesquisa do YouTube diz que mulheres (Foto: Rob Lewine/Image Source/AFP/Arquivo)

As mulheres representam 80% do público que joga games de celular no Brasil. É o que diz a pesquisa YouTube Insights, divulgada pelo YouTube nesta segunda-feira (24). Em 2016, esse número era de 71%. O levantamento foi feito em maio de 2017 e leva em consideração pessoas que assistem vídeos de games no site.

domingo, 23 de julho de 2017

Caso de polícia

Polícia investiga denúncia de estupro coletivo sofrido por aluna em escola

Numa escola de Bom Jesus do Itabapoana, interior do Rio, menina de 13 anos teria sido estuprada repetidas vezes por 14 alunos.

CONTEÚDO:G1/GLOBO

"Eu estava com meu namorado, aí ele me chamou pra ir na quadra, aí eu topei, pensei que fosse só com ele. Aí, sei lá, eu acho que ele bolou um plano e tinha um monte de menino. Eu falei: ‘Pra quê um monte de menino?’. Aí, ele não quis responder. Aí os meninos me ameaçaram, falaram que eu tinha que fazer com eles”. O relato é de uma menina de 13 anos. A polícia investiga a denúncia de abuso sexual dentro de uma escola pública no Estado do Rio: ela teria sido estuprada repetidas vezes por 14 alunos.

Documentos indicam falsa venda de gado em esquema de corrupção da JBS que começou em MS

Irmãos Joesley e Wesley Batista entregaram ao MPF lista com nomes e notas fiscais usadas para simular pagamento de propina.

CONTEÚDO:TV Morena/G1/GLOBO

Irmãos Joesley e Wesley Batista revelam como começou esquema na JBS

Os irmãos Joesley e Wesley Batista revelaram, na delação premiada, que o enorme esquema de corrupção do qual participavam, começou em Mato Grosso do Sul. Eles entregaram ao Ministério Público Federal (MPF) uma lista de nomes e notas fiscais de compras que seriam simulações para esconder o pagamento de propina a políticos do estado, a partir da falsa venda de gado.

O Jornal Nacional teve acesso aos primeiros documentos divulgados, que compravam parte das declarações dos donos da JBS.

Auditoria fiscal federal agropecuária apontou que o gado era vendido e pago, mas nunca entregue ao comprador. As notas fiscais e as guias de trânsito animal indicam que a carga deveria ter sido levada para um frigorífico de Campo Grande, mas, segundo levantamento feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os carregamentos nunca entraram pelos portões do local.

"O serviço de inspeção federal tem um funcionário que faz o recebimento e a conferência da Guia de Trânsito Animal com o que está declarado na GTA e com o que o frigorífico está recebendo para ser abatido", explicou Paulo Hiane, auditor fiscal federal agropecuário.

"No caso das Guias de Trânsito em que houve a consulta aqui ao Ministério da Agricultura, através da superintendência, nós não verificamos a existência do abate daqueles lotes correspondentes. Então, não tem registro de entrada daqueles bovinos no frigorífico", detalhou Celso de Souza Martins, superintendente federal de agricultura em Mato Grosso do Sul.

Wesley Batista entregou ao MPF uma lista com 56 notas fiscais do frigorífico Buriti, pelo fornecimento de carne, e 23 notas de compra de gado vivo de 12 pecuaristas. O Ministério da Agricultura informou que "não foram encontrados registrados de ocorrência dos abates" dos animais em nenhuma dessas transações.

O empresário também contou aos procuradores que a JBS deu dinheiro em doações oficiais e no caixa dois para Reinaldo Azambuja e Delcídio do Amaral, que disputaram o segundo turno das eleições para o governo de Mato Grosso do Sul em 2014. Durante a campanha, os candidatos trocaram muitas acusações.

"O Joesley negociou com o Delcídio e com Reinaldo que se o Reinaldo ganhasse, um ia pagar a conta do outro. Ele [Delcídio] recebeu um valor relevante, R$ 12 milhões, tem várias notas frias, dinheiro em espécie. E como ele não foi eleito e foi o Reinaldo, o Joesley falou: 'ó, a conta do Delcídio é sua'", afirmou Wesley em outro trecho da delação.

Em nota, o governador Reinaldo Azambuja declarou que nunca recebeu qualquer vantagem indevida de Joesley e Wesley Batista. Disse ainda que "as quantias relativas à doação eleitoral, através do diretório nacional do PSDB, constam na prestação de contas da campanha de 2014, e que foram aprovadas pela Justiça Eleitoral".

Com relação às notas fiscais frias, o governador disse que "este fato não tem qualquer relação com o nome ou as atividades dele".

Wesley Batista disse aos procuradores do Ministério Público Federal que essas vendas eram inventadas para justificar a saída do dinheiro do caixa da JBS. Segundo Wesley, o dinheiro virava propina para os secretários e para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), em troca de redução de impostos estaduais.

O empresário afirmou que o esquema era antigo e durou, pelo menos, 13 anos. Só parou em 2016, quando os delatores acreditaram que já estavam sendo investigados pela operação Lava Jato.

"Esses pagamentos aqui, que são os mais recentes, R$ 12.900.000 para empresa Buriti, e todos esses aqui, que são pessoas físicas, são produtores que emitiram notas fiscais contra nós", disse Wesley na delação.

Um desses produtores é o atual secretário de fazenda de Mato Grosso do Sul, Márcio Monteiro. Ele é pecuarista e em dezembro de 2016 vendeu 140 cabeças de gado à JBS, por R$ 333 mil. Os caminhões deveriam ter levado os animais da fazenda dele, em Jardim, até Campo Grande, entre os dias 12 e 15 de dezembro de 2016, mas, nunca foram entregues, nem nesse período, nem depois.

O frigorífico Buriti, de Aquidauana, vendeu 1,6 mil toneladas de carne para a JBS, mas, a pesquisa feita na Superintendência Federal de Agricultura de Mato Grosso do Sul revelou que o carregamento também nunca foi entregue.

Wesley Batista disse que o Buriti foi usado pelo atual governador, Reinaldo Azambuja, para lavar dinheiro de propina. Um dos executivos do grupo, Valdir Boni, era o responsável por buscar as notas fiscais e fazer os pagamentos.

"Ou o próprio governador tratava comigo, ele próprio. O Boni ia lá no Palácio do Governo, em Campo Grande. Essas notas o Boni pegou em mãos com o governador, essas notas fiscais e processou o pagamento", disse Wesley na delação.

O advogado do frigorífico Buriti nega as irregularidades.

"O que se pode dizer nesse momento é que o meu cliente sabe. E meu cliente sabe que não cometeu crime de espécia alguma. Se isso foi feito com notas em nome do frigorífico ou não, isso vai ser, no momento adequado, explicado à Justiça", afirmou Leonardo Avelino Duarte.

Outros secretários também estão envolvidos nas denúncias. Zelito Alves Ribeiro, coordenador político do governo, emitiu notas fiscais que totalizaram R$ 1,758 milhão. Nelson Cintra, ex-secretário de turismo e coordenador político do governador, recebeu quase R$ 300 mil.

De acordo com os delatores, foram pagos, ao todo, R$ 38 milhões em propina a Reinaldo Azambuja, em troca de um desconto no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de R$ 99 milhões para empresas do grupo J&F em Mato Grosso do Sul.

"Você só conseguia o termo de acordo se você pagasse. Se você não pagasse, não conseguia. E, no Mato Grosso do Sul, só para falar mais um pouco, assim, nós temos conhecimento de que o negócio era generalizado, no nosso setor frigorífico, essa modalidade. Não era só nós que tínhamos", disse Wesley em outro trecho da delação.

Só nos últimos 10 anos, a J&F, holding que controla todas as empresas do grupo, teria pago R$ 150 milhões em propina em troca de descontos de R$ 500 milhões no ICMS só em Mato Grosso do Sul. Ricardo Saud disse na delação que o único suborno que deu prejuízo foi o de Delcídio do Amaral.

"Não tem nada de doação legítima. Nesse caso, era tudo propina. Só que ele perdeu a eleição, vocês prenderam ele e nós perdemos. Ele não vai pagar nada para nós", afirmou o diretor da JBS Ricardo Saud em delação.

Zelito Alves Ribeiro, Nelson Cintra e Márcio Monteiro disseram que venderam gado à JBS e que, segundo eles, pode ser comprovado nas notas fiscais. O ex-senador Delcídio negou ter recebido propina da JBS e disse ainda que considera absurda a afirmação de que ele tinha um acordo com Reinaldo Azambuja para pagamento das contas de campanha.

O PSDB declarou que as doações da JBS estão nas prestações de contas declaradas à Justiça Eleitoral. PT não quis se manifestar.

SANTARÉM E REGIÃO

Fenômeno no céu deixa moradores de Oriximiná impressionados

Luz semelhante a uma imagem divina pôde ser vista a olho nu

CONTEÚDO:G1/GLOBO

Imagem intrigou moradores de Oriximiná (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Essa semana os moradores de Oriximiná, oeste do Pará, avistaram no céu uma luz que parecia formar a imagem de uma santa. O fenômeno pode ser visto na quinta (20) quando o céu estava limpo. Logo a população impressionada fez fotos que circularam nas redes sociais. A visão se destacava a longa distância e permaneceu no céu até o entardecer.

O fato pode ter sido apenas uma ilusão de ótica, mas foi muito comentado na internet e causou curiosidade à população.

Os católicos associaram a aparição aos preparativos para a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, que irá à cidade na próxima semana.