quarta-feira, 19 de julho de 2017

próximas da Terra Cientistas não conseguiram explicar ondas rádio aparentemente vindas de anã-vermelha, que fica apenas 11 anos-luz de nosso planeta

Cientistas não conseguiram explicar ondas rádio aparentemente vindas de anã-vermelha, que fica apenas 11 anos-luz de nosso planeta


CONTEÚDO: BBC

Ross 128 surpreendeu os cientistas, que priorizavam outras estrelas (Foto: PHL / UPR Arecibo / Aladin Sky Atlas)

Cientistas estudando estrelas próximas à Terra registraram "sinais misteriosos" de rádio vindos de Ross 128, uma estrela anã-vermelha que fica a apenas 11 anos-luz da Terra e tem brilho 2.800 vezes mais fraco que o Sol.

"Captamos um sinal que, dada sua forma e sua frequência, não conseguimos classificar como algo astronômico ou terrestre", explicou à BBC Mundo (o serviço em espanhol da BBC) Abel Mendez, diretor do Laboratório de Habitabilidade Planetária (PHL) da Universidade de Porto Rico.

Segundo o cientista, é bastante comum a detecção de sinais que a princípio parecem estranhos, mas que acabam sendo identificados depois. No entanto, depois de analisar as ondas de rádio de Ross 128, a 12ª estrela mais próxima da Terra, nem os especialistas do PHL nem a equipe do Observatório de Arecibo (cujo imenso radiotelescópio registrou os sinais), em Porto Rico, conseguiram encontrar uma explicação.

Três hipóteses

Localizada na constelação de Virgem, Ross 128 enviou em maio o que a equipe do PHL descreveu como "pulsos de banda larga que se repetiam de forma quase periódica", segundo um comunicado.

Para os astrônomos, há uma série de hipóteses que podem explicar o mistério: as ondas podem ter sido originadas por explosões semelhantes às que ocorrem no Sol, ou podem ter sido emitidas por um objeto próximo à Ross 128. Há até a hipótese de que seja decorrente de vestígios de radiação da passagem de um satélite em órbita alta.

No entanto, os cientistas apontam problemas para cada hipótese, incluindo o fato de que os sinais só terem sido captados na observação de Ross 128 - várias outras estrelas estavam sendo observadas por equipes do PHL - e o de que não há registro de um satélite emitindo ondas como as detectadas.

Para aumentar o mistério, os sinais eram por demais fracos para que outros radiotelescópios do mundo os captassem. O único com capacidade semelhante para isso, o Fast, da China, não está operacional no momento, segundo o PHL.

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