terça-feira, 11 de julho de 2017

Polícia prende chefe do tráfico que controlava armas usadas em disputas de território no Rio

Marcelo Ricardo Pereira, o Boto, foi capturado pela DRFC no Morro do Tuiuti. Ele era o gerente financeiro da maior facção do Estado e controlava as armas usadas em disputas de território.

CONTEÚDO: G1/GLOBO

Marcelo Ricardo Pereira, o Boto, foi preso por agentes da DRFC (Foto: Reprodução / TV Globo)

Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) prenderam hoje de manhã o chefe do tráfico do Morro do Tuiuti. Ele estava escondido dentro de uma casa na própria comunidade, no bairro de São Cristóvão, Zona Norte do Rio, e não reagiu.

Uma das principais lideranças da maior facção criminosa do Rio de Janeiro que ainda estavam em liberdade, Marcelo Ricardo Pereira, o Boto, era atualmente o responsável pelo controle da chamada Caixinha (dinheiro pago por todas as facções para uma espécie de fundo do bando). Foi desse fundo que saíram as armas que acabaram apreendidas na invasão da Cidade Alta, no bairro de Cordovil, na Zona Norte, no início de maio.

"Ele é o administrador extra muros da facção. Ele é considerado o maior líder da facção criminosa fora da cadeia. A importância da prisão dele é que gera a desestruturação da organização criminosa, ainda que momentaneamente", explicou delegado Maurício Mendonça, titular da especializada.

Neste episódio - que teve um saldo de 45 suspeitos presos e 34 fuzis apreendidos - segundo investigações do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público, policiais do 16°BPM (Olaria) teriam recebido propina (estimada em R$ 1 milhão) para permitir a invasão do grupo ligado a Boto. A apuração também indica que PMs teriam recebido uma oferta maior da quadrilha que já havia tomado o controle da Cidade Alta, em outubro do ano passado.

Em junho, nove PMs do Grupo de Ações Táticas Especiais (GAT) do batalhão da região tiveram as prisões decretadas pela juíza Tula Mello, da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Ele ainda determinou a quebra dos sigilos bancários e fiscais e bloqueou todos os bens dos investigados.

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