sexta-feira, 21 de julho de 2017

Empresário acusa Prefeitura de Caxias de invadir terreno para construção de cemitério

Empresário registrou denúncia na Delegacia de proteção ao Meio Ambiente Foto: Cléber Júnior / Extra

Enquanto as obras para a construção do cemitério público de Caxias avançam, uma nova polêmica pode paralisar a construção. O empresário Sebastião Carlos Grusman, de 62 anos, afirma ser dono do terreno onde estão construindo o empreendimento. Na última segunda-feira, ele fez um registro de ocorrência na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) em que acusa a Prefeitura de Duque de Caxias de ter invadido sua propriedade, além de ter desmatado uma área ambiental permanente e ter aterrado um manguezal. A DPMA diz que vai investigar o caso.

Obras começaram no início deste mês Foto: Cléber Júnior / Extra

Grusman afirmou que pretende entrar na Justiça com uma ação de reintegração de posse. Ele, primeiramente, pretende notificar a administração municipal sobre a titularidade do terreno. Caso não consiga resolver, vai para a Justiça:

— Meu advogado vai notificar a prefeitura. Caso não se resolva, eu vou entrar na Justiça. Tenho todos os documentos que provam que eu sou o dono do terreno.


Sebastião contou ainda que área de manguezal foi aterrada Foto: Cléber Júnior / Extra

— Eu nunca mexi no terreno porque é uma área de proteção ambiental. Eu tentava a permissão para construir ali uma ONG para pessoas viciadas em drogas — alega.

Reis afirma que terreno é da prefeitura

Prefeito afirmou que propriedade é do município 04/07/2017 Foto: Cléber Júnior / Extra

No Certificado de Cadastro de Imóvel Rural, o terreno está inscrito sob o nome de Sítio Santana e classificada como minifúndio, em uma área total de 3,9 hectares.

Ciante das acusações do empresário, o prefeito de Caxias, Washington Reis, atacou Sebastião. Ele disse que o terreno é de propriedade do município e que as obras vão continuar.

— Nunca morou ninguém ali. Sempre foi vazio. Nunca ninguém tomou posse. É um terreno municipal. Oficialmente, ele é da prefeitura. Se ele é o dono mesmo, tem que ir lá e tomar posse do terreno. Ele vai ser é processado pela Procuradoria do município — desafia Reis.

As obras para a instalação do cemitério público começaram no início deste mês e dividiram a opinião da população caxiense. A administração municipal estima que vai gastar cerca de R$ 650 mil de recursos próprios com as intervenções, que são feitas por meio de administração direta. Ou seja, com funcionários da prefeitura e sem licitação.

O cemitério terá um total de 11.346 gavetas e , de acordo com o município, todos os sepultamentos do local serão gratuitos para os cidadãos que comprovarem residência em Caxias.

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