terça-feira, 20 de junho de 2017

Laudo aponta que corpo de atendente de telemarketing assassinado no RJ estava em estado de putrefação avançadoCarlos Henrique Mendes foi achado na última quinta-feira. Ele estava desaparecido desde o dia 5 de junho.

O laudo de necropsia de Carlos Henrique Mendes apontou que o corpo do atendente de telemarketing, encontrado morto na última quinta-feira (15), estava em estado de putrefação avançado, o que impossibilitou a conclusão da causa de sua morte. Carlos Henrique estava desaparecido desde o dia 5 de junho.

Segundo a família, que esteve na manhã desta terça-feira (20) no local de trabalho de Carlos Henrique, a investigação agora começa do zero. Ciente do resultado do laudo, Solange Marinho lamentou mais uma vez a morte do filho. "Qualquer que fosse a causa da morte, é triste. Uma vida interrompida", afirmou.

Informações prévias diziam que o corpo havia sido encontrado com sinais de tortura, mas o primeiro laudo indicou que as regiões corpóreas não evidenciaram lesões de natureza violenta. O exame ainda apontou que o corpo estava sem os olhos e sem os cabelos.

O resultado do laudo vai de encontro ao que a família relatou ao G1 na sexta-feira (16), um dia após acharem o corpo de Carlos Henrique na Rua da Ferradura, em Seropédica.

"Quando vi o corpo do meu filho, não tinha mau cheiro, nem urubu em cima, nem estava em decomposição. Ou seja, meu filho foi morto há pouco tempo", contou Solange Marinho, que admitiu, porém, que o local estava escuro. Ela acusa a polícia de omissão, por ter demorado muito a investigar as informações recebidas pela família. "Se a polícia tivesse nos ajudado ele teria chance de ser encontrado com vida."

Nesta segunda-feira (19), Solange Marinho se encontrou com o chefe da Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa. O caso saiu da Divisão Antissequestro e passou a ser investigado pela Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Solange relatou a dificuldade que enfrentou para registrar o caso e revelou que o cartão de Carlos Henrique foi usado após o crime. "Ele também fez um depósito de R$ 650 no dia do crime", disse ela, acrescentando que o carro da vítima está com a família: "Há sinais de luta e sangue no carro, que está com a gente".

Peregrinação por delegacias

Segundo o padrasto da vitima, Brás Antônio Gomes, parentes foram a três delegacias distritais - 35ª DP (Campo Grande), 43ª DP (Guaratiba) e 58ª DP (Posse) - e à DHBF em busca de informações. "Foram omissos com a gente. Toda a investigação foi feita por nós", disse Brás.

Após receberem várias ligações com pedidos de resgate por Carlos Henrique e uma denúncia da localização do carro da vítima, encontrado dentro de uma favela em Nova Iguaçu, Solange recebeu uma foto, de uma pessoa que não se identificou. "Na hora eu percebi que era ele (Carlos Henrique)", disse a mãe.

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